Estamos chegando em uma das épocas mais aguardadas do ano quando o assunto é diversão: o Carnaval. Lembre-se de aproveitar com sabedoria. Um dos assuntos que mais preocupa nesse período são as DSTs, Doenças Sexualmente Transmissíveis, atualmente chamada de ISTs, Infecções Sexualmente Transmissíveis, que são infecções contraídas principalmente por contato sexual, de uma pessoa infectada. Existem também outras formas de contágio, como durante a gestação, parto, amamentação, compartilhamento de agulhas e outros objetos cortantes contaminados, além de transfusão de sangue contaminado.

Esse é um tema que não podemos “baixar a guarda”. O último “Boletim Epidemiológico HIV/Aids”, do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde (DCCI/SVS/ MS), publicado anualmente apontou uma média de 36,4 mil novos casos de Aids nos últimos cinco anos, no Brasil. De 1980 a junho de 2022, foram identificados 1.088.536 casos e de 2007 até junho de 2022 foram notificados no Sinan 434.803 casos de infecção pelo HIV.

A taxa de detecção até apresentou decréscimo ao longo dos últimos anos, mas cabe ressaltar que parte dessa redução pode estar relacionada à subnotificação de casos, principalmente no ano de 2020, devido à pandemia de Covid-19. Quando o assunto é a sífilis, nos últimos anos, os números aumentaram não apenas no Brasil, mas no mundo todo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima-se que existam 12 milhões de pessoas com a doença.

Vale destacar que ter HIV não é a mesma coisa que a Aids. A Aids é um estágio mais avançado da infecção por HIV, em que o indivíduo está bastante vulnerável a doenças. Várias são as Infecções Sexualmente Transmissíveis que afetam a população, algumas são muito graves e podem até mesmo levar à morte e outras são relativamente simples de serem tratadas. Mas essas infecções e até mesmo as gestações indesejáveis podem ser facilmente prevenidas com sexo seguro.

Veja, a seguir, alguns exemplos de ISTs mais comuns:

AIDS

Doença sem cura causada pelo vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), que compromete o sistema imunológico do indivíduo, fazendo com que ele fique mais suscetível a infecções oportunistas.

GONORREIA

Causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que pode causar ou não sintomas. Nos homens pode causar ardência na hora de urinar e surgimento de corrimento e nas mulheres pode causar sangramento fora do período menstrual, corrimento e também dor ao urinar.

SÍFILIS

O boletim do Ministério da Saúde aponta também que no ano de 2020 o Brasil registrou mais de 22 mil casos de sífilis congênita (transmitida de mãe para filho) e 186 mortes. Na sífilis primária, observa-se a presença de uma ferida no local de entrada da bactéria, geralmente única, que não causa dor, nem coceira ou nem ardência. Essa ferida desaparece sem deixar marcas, o que leva muitas pessoas a acharem que estão curadas. Na secundária, observa-se manchas no corpo, febre e mal-estar, sendo esses sintomas observados semanas após a cicatrização da ferida. E a terciária, que pode surgir até 40 anos após a infecção desencadeando sintomas mais graves, que podem afetar o sistema cardiovascular, nervoso e até levar à morte.

HEPATITE B

Inflamação que atinge o fígado e geralmente não causa sintomas. Quando causa, podem surgir: tontura, vômito, dor abdominal coloração amarelada na pele, mucosas e olhos.

PREVENÇÃO

Usar preservativos em todas as relações sexuais (oral, anal e vaginal) é o método mais eficaz para a redução do risco de transmissão das DSTs, em especial do vírus da Aids, o HIV. Outra forma de prevenção é vacinar-se contra as doenças que oferecem essa opção. Entre as vacinas disponíveis, podemos destacar a vacina contra hepatite B e contra HPV.

Com a saúde não se brinca, seja qual for a época do ano, aproveite com sabedoria.

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