Considerado o mal do século, o estresse ainda é um dos grandes desafios nas rotinas dos brasileiros. Apesar de não ser uma doença, o estresse excessivo pode desencadear quadros perigosos de ansiedade, depressão, problemas cardíacos, de pele e gastrointestinais.

Para conscientizar a população sobre este risco do qual todos estão sujeitos – independente da profissão ou da idade – foi designado o dia 23 de setembro como o Dia Mundial de Combate ao Estresse.

Mas afinal, o que é o estresse?

O estresse é uma resposta do corpo a situações de pressão e ameaça, e ajuda a lidar com eventos de perigo iminente, com liberação de adrenalina e cortisol no sistema nervoso. No entanto, em excesso e por um período prolongado, essa carga de hormônios no metabolismo pode ocasionar complicações emocionais e físicas, que diminuem a qualidade de vida.

Os agentes que estimulam o estresse são variados e podem estar ligados com relacionamentos familiares e amorosos, pressão no trabalho, escola ou faculdade, traumas, acúmulo de preocupações, dificuldades financeiras, carga excessiva de atividades, mudanças de estilo de vida, etc.

De acordo com a pesquisa “Stress no Brasil”, realizada online pelo Instituto de Psicologia e Controle do Stress (IPCS), com a participação de 2.195 brasileiros com idades de 18 a 75 anos, 34,26% dos entrevistados indicaram perceber níveis extremos de estresse e 4,02% afirmaram estar no maior pico da síndrome, 10 de uma escala de 10.

Outro dado que chamou a atenção foi a porcentagem de pessoas com estresse que foram diagnosticadas com doenças, sendo 55,60% com ansiedade, 23,20% com depressão, 10,37% com pânico, 32,64% com gastrite e 20,45% com asma ou outra doença respiratória.

Sintomas

Conforme informações do Ministério da Saúde, alguns sinais acendem o alerta para a necessidade de controle do estresse. Veja as fases dos sintomas:

Alerta – quando a pessoa está em contato com o motivo do estresse:

Agitação, mãos e pés frios, tensão e dor muscular, aperto na mandíbula, roer unhas, boca seca, diarreia, batimentos cardíacos acelerados, insônia, respiração ofegante e aumento da pressão sanguínea.

Resistência – quando o corpo tenta voltar ao equilíbrio:

Cansaço constante, formigamento nas mãos e pés, mudança de apetite, problemas de pele, gastrite prolongada, sensibilidade emotiva excessiva, desejo sexual diminuído, irritabilidade excessiva, hipertensão arterial, tontura.

Exaustão – quando o corpo começa a desenvolver doenças em reação ao estresse:

Tique nervosos, tontura frequente, insônia, formigamento, hipertensão arterial confirmada, úlcera, pesadelos, dificuldades sexuais, hipersensibilidade emotiva, apatia, cansaço excessivo, impossibilidade de trabalhar, angústia, irritabilidade, perda do senso de humor, problemas de pele prolongados.

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Prevenção e tratamento

O tratamento do estresse irá depender do agente causador do problema e, muitas vezes, é interessante alinhar qual a melhor forma de cuidado junto com um profissional da psicologia. Em casos mais avançados, pode ser necessário o uso de medicamentos.

Para prevenir que a situação se torne extrema, alguns hábitos saudáveis podem ajudar no controle do estresse, como uma alimentação balanceada e prática de atividades físicas. Na alimentação, a orientação é comer frutas e verduras como brócolis, chicória, acelga e alface, ricas em vitaminas do complexo B, magnésio e manganês. Em conjunto, os exercícios físicos devem melhorar as funções cardíacas e respiratórias, e contribuir para a produção de endorfina, que passa a sensação de bem-estar e felicidade.

Se perceber que está com os sintomas, procure a ajuda profissional do seu médico. Combata este mal e viva uma vida mais feliz!