O frio, a falta de chuva e a poluição, fazem o cenário ideal para agravar um problema muito comum: a alergia respiratória, cujas manifestações mais freqüentes são a rinite e a asma.
As alergias são determinadas por uma predisposição genética, isto é, as pessoas nascem com essa capacidade e poderão manifestá-la em qualquer fase da sua vida. “O problema não precisa necessariamente ser respiratório - a alergia pode ser na pele e até no estômago. A boa notícia é que, em geral, o problema diminui com o aumento da idade”, afirma a Dra. Marlene Correa, otorrinolaringologista do CCNS.
A alergia pode se manifestar ou se intensificar por exposição a vários fatores do ambiente, tais como tapetes, cortinas, bichos de pelúcia, produtos com cheiro forte, fumaça de cigarro, inseticidas, bolor, pêlos de animais e alguns tipos de alimentos. “A higiene do ambiente, assim como evitar a exposição a esses fatores, é fundamental para melhorar a qualidade de vida de quem tem alergia”, enfatiza a médica.
Não há cura para as alergias, mas existem formas de tratamento que podem amenizar significativamente os seus sintomas. Quem tem alergia respiratória, por exemplo, pode procurar o apoio de especialistas nessa área (pneumologistas, otorrinolaringologistas ou alergistas). Eles podem receitar medicamentos para o controle da alergia. O alergista pode ainda, em casos selecionados e mais intensos, indicar um tratamento com vacinas especialmente formuladas - a chamada imunoterapia -, cuja função é melhorar a tolerância e reduzir a sensibilidade aos causadores da alergia. Esse tipo de tratamento é mais demorado e os resultados são obtidos em longo prazo.