Com a chegada do inverno nos próximos meses, tempo em que doenças relacionadas ao sistema respiratório ganham mais força, fica a dúvida sobre o futuro da pandemia impulsionada pelo vírus A (H1N1).
O médico infectologista do CCHNS, Dr. Rodrigo Barth Reis, fala sobre a evolução do vírus que causa a gripe A e reforça a manutenção de hábitos simples para conter o avanço desta e outras doenças.
As baixas temperaturas tendem a diminuir as respostas do organismo frente às infecções respiratórias e nas estações mais quentes do ano pode-se observar uma queda nos números destas doenças. Até mesmo por isso, há expectativas de que continue a tendência de queda do avanço da gripe A. De acordo com o médico que também é responsável pela CCPIH (Comissão de Prevenção e Controle de Infecção Hospitalar), não é possível saber com precisão como o vírus irá se comportar nos meses mais frios, mas “o esperado é que esta previsão realmente se confirme”, explica.
Segundo Barth, caso um novo surto aconteça, a capacidade de resposta do CCHNS e sua equipe será muito mais rápida. Na primeira fase da pandemia, o CCHNS recebeu alguns pacientes com suspeita da doença e desempenhou com sucesso o atendimento dos pacientes.
Hoje, a população está muito mais preparada. “A preocupação com a saúde da família, que antes se restringia aos grupos de risco – idosos, crianças, gestantes, diabéticos e educadores – agora é muito mais ampla. Além disso, para Barth, os hábitos simples de higiene, alimentação e convivência em espaços públicos foram reforçados. “O surto serviu para reorganizar” assegura o médico.
Os cuidados começam com uma alimentação mais equilibrada e balanceada, pois tem o poder de proteger naturalmente o organismo. Manter os ambientes arejados, lavar as mãos com água e sabão e na impossibilidade realizar a higienização com álcool gel, são medidas simples que devem ser adotadas para combater diferentes tipos de vírus, entre eles o H1N1, responsável pela gripe A.