O tabagismo é hoje a principal causa de morte evitável, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda assim, cerca de um terço da população mundial adulta é fumante - ou seja, 1, 2 bilhões de pessoas. E seu vício afeta também as pes¬soas ao redor.
O ar poluído pela fumaça do cigarro tem três vezes mais nicotina, monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça tragada pelo fumante ativo. Por conta desse veneno, os fumantes passivos ocupam o terceiro lugar na lista de mortes evitáveis da OMS, atrás do consumo excessivo de álcool.
As crianças são as maiores vítimas - porque sofrem com os efeitos do cigarro antes mesmo de nascer. “De todos os fumantes passivos, 700 milhões são crianças. Isso corresponde à metade das crianças do mundo”, afirma Dr. Jonatas Reichert, pneumologista no CCNS.
Fumar perto de crianças é prejudicial tanto para a saúde física delas quanto para a psicológica. “Inconscientemente, os pais estão informando o filho que fumar é normal e adequado. Depois fica difícil tirar o vício de alguém que viu todos os adultos fumando em casa”, explica o médico. A situação é ainda mais complicada quando a ges¬tante é taba¬gista. “Quando a mãe fuma durante a gravidez o feto também fuma, rece¬bendo as substâncias tóxicas do cigarro através da placenta.”
PREVENÇÃO: apagar o cigarro e conscientizar.
“A melhor prevenção para evitar os danos do cigarro é não fumar”, defende o Dr. Reichert. Segundo o pneumologista, as famílias têm o cigarro como parte da rotina e, algumas situações, o câncer não tem nada de hereditário. O especialista também sublinha a importância de haver campanhas de conscientização durante todo o ano. “Essas campanhas são sempre importantes. Além de ajudarem a prevenir que a criança ou até mesmo um adulto se torne um fumante, funcionam como um arsenal de defesa para o menino ou a menina em relação aos pais que fumam”, conclui o médico.