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OSTEOPOROSE
Hábitos pouco saudáveis, a união entre fatores hereditários e o inevitável envelhecimento podem trazer consequências muitas vezes irreversíveis. É o caso da osteoporose, que muitos acreditam ser tipicamente feminina. Isso porque segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% das mulheres com mais de 50 anos são atingidas após a menopausa. Apesar de ser em menor porcentagem, o sexo masculino não está livre da doença: 10 % dos homens, na faixa dos 50 anos, também desenvolvem o problema.
“Embora tenham ossos mais fortes e largos, a combinação entre a perda natural de elementos minerais, a baixa da produção de hormônios masculinos (testosterona), o histórico familiar e os maus hábitos (baixa ingesta de cálcio e sedentarismo) de vida também afetam o sexo masculino, à medida que a densidade mineral óssea é reduzida” explica a médica reumatologista Dra. Lucila Stange Rezende, do CCNS.
A osteoporose no sexo masculino pode ser mais agressiva e perigosa do que no feminino, pois o pico de massa óssea (reserva de osso) ocorre entre 18 e 40 anos – mais tarde que na mulher, quando o pico fica entre 14 e 30 anos.
PREVENIR É POSSÍVEL
A osteoporose deve ser prevenida. Os fatores de risco permanente não podem ser evitados, como por exemplo a idade e o histórico familiar de osteoporose.
Entretanto, alguns cuidados ajudam a retardar o desenvolvimento da osteoporose em razão dos fatores modificáveis. Um ótimo caminho é começar pela alimentação balanceada, ingerir principalmente cálcio e vitamina D ou a exposição adequada ao sol diariamente, pois esses alimentos e o sol ajudam a fortalecer e retardar a perda de massa óssea.
Outras formas de prevenção consistem em suspender o tabagismo, consumir moderadamente bebidas alcoólicas, café, chá e tomar medicamentos apenas com indicação médica. O mais importante é praticar exercícios físicos regularmente.
As atividades mais recomendadas são as que trabalham o equilíbrio, a resistência e o fortalecimento da massa muscular. Com isso, é possível prevenir quedas e eventuais fraturas.
Essa doença demonstra poucos sintomas. Se não forem feitos exames preventivos para o seu diagnóstico, pode passar despercebida. “Quando ocorrem fraturas ou microfraturas, a pessoa sente dores agudas no local; assim é possível levantar a hipótese diagnóstica de osteoporose” orienta a reumatologista Dra. Lucila. Outra forma de identificar a doença é quando a pessoa começa a apresentar erro postural e perde altura progressivamente. O tratamento é individualizado, dependendo de cada caso e deve sempre ser supervisionado por um especialista. “É possível prevenir e tratar a osteoporose, diminuindo a perda de massa óssea ou estimulando sua formação, mas isso deve ser discutido apenas com o médico”, enfatiza a médica.
Kelson Henrique - MTB 5357it
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