Saiba quais são os sintomas e como se prevenir

No Litoral, além de Paranaguá – onde mais de 13 mil casos foram registrados somente no mês passado -, Antonina e Guaratuba também já trabalham para conter o surto de conjuntivite viral. É alto também o número de registros entre o Norte e Noroeste do estado. Apesar de Curitiba não registrar indícios de uma onda da doença, a Vigilância Epidemiológica da capital está em alerta*.

Para saber quais são os principais sintomas e como se prevenir, conversamos com o oftalmologista Dr. Francisco Grupenmacher.

O QUE É

A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva que recobre o globo ocular e a parte interna das pálpebras. Pode ser:

– Infecciosa: transmitida por vírus, fungos ou bactérias;

– Alérgica: a mais comum e geralmente afeta ambos os olhos, sendo provocada por substâncias que provocam alergia, como por exemplo pólen, pelos de animais ou poeira da casa;

– Tóxica: irritação causada normalmente por produtos químicos, como por exemplo a tinta do cabelo, produtos de limpeza, exposição a fumaça do cigarro ou a ciscos, assim como pelo uso de certos medicamentos.

SINTOMAS

Os principais sintomas são olho avermelhado, irritação, secreção purulenta ou mucopurulenta (no caso das infecciosas) e mucosa ou aquosa nas outras situações.

O paciente reclama da sensação de areia e discreta baixa de visão, podendo ter dor ao piscar, geralmente um olho é atingido. Ou começa em um e depois o outro também é afetado.

O oftalmologista lembra do perigo da automedicação:

“ Evite a automedicação, pois o uso de colírios errados pode piorar o quadro, causar irritação, alergias e até o aparecimento de bactérias mais resistentes. ”

Por isso, o ideal é procurar seu médico quando os sintomas surgirem para avaliar a situação e indicar o melhor tratamento.

TRATAMENTO

O tratamento é definido pelo médico oftalmologista, normalmente é realizado com limpeza e curativos, com compressas geladas de soro fisiológico ou água previamente fervida, colírios lubrificantes, isolamento e prevenção de contágio, e em alguns casos, anti-inflamatórios.

Para as conjuntivites virais por serem autolimitadas (7 a 15 dias) não se utiliza antibióticos e muito menos colírios de corticoide, pois podem piorar o quadro clínico. Já para as conjuntivites bacterianas, o tratamento deve ser mais rigoroso, utilizando colírios e antibióticos.

PREVENÇÃO

A prevenção deve ser constante, higienizando corretamente as mãos (com lavagem completa e uso de álcool em gel desinfetante). E evitando contato físico com pessoas infectadas e objetos pessoais utilizados por elas, durante o período da patologia.

Dr. Francisco Grupenmacher CRM 9.386

Formado pela Universidade Federal do Paraná, em 1990, é especialista em doenças de todo o segmento anterior do olho, córnea, catarata e glaucoma. Autor e colaborador dos primeiros e principais livros publicados no Brasil sobre córnea, topografia corneana, cirurgia de catarata e refrativa e membro titular do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

Atualmente, atende na Oftalmoclínica Curitiba, clínica prestadora credenciada à Nossa Saúde, que tem como objetivo principal, oferecer o que existe de melhor na área de saúde ocular em exames e cirurgias.

Oftalmoclínica Curitiba

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Seminário – Curitiba/PR

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*Dados da Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa)